Rio “Salgado”

29 04 2009

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Quadro 35 x 60 cm. Pintado com tinta plástica cinza chumbo metálica sobre vidro. Ao fundo, papel contact cinza claro.

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AQUELE ABRAÇO

(Gilberto Gil – 1969)

O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, fevereiro e março
Alô, alô, Realengo – aquele abraço!
Alô, torcida do Flamengo – aquele abraço!
Chacrinha continua balançando a pança
E buzinando a moça e comandando a massa
E continua dando as ordens no terreiro
Alô, alô, seu Chacrinha – velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha, Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha – velho palhaço
Alô, alô, Terezinha – aquele abraço!
Alô, moça da favela – aquele abraço!
Todo mundo da Portela – aquele abraço!
Todo mês de fevereiro – aquele passo!
Alô, Banda de Ipanema – aquele abraço!
Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu – aquele abraço!
Pra você que me esqueceu – aquele abraço!
Alô, Rio de Janeiro – aquele abraço!
Todo o povo brasileiro – aquele abraço!





Quadro da Pequena

16 03 2009
Quadro 80x30 cm. Pintado com tintas plásticas azul, verde, laranja e violeta metálicas sobre MDF branco.

Quadro 80x30 cm. Pintado com tintas plásticas azul, verde, laranja e violeta metálicas sobre MDF branco.

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Da chegada do amor
(Elisa Lucinda)

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o “garantido” amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse





Quadro de Dom Quixote e Sancho Pança, de Picasso

11 01 2009

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Quadro de Dom Quixote e Sancho Pança, de Pablo Picasso. Medidas: 50×40. Pintado com tinta plástica azul marinho metálica sobre vidro de 3mm fosco. Fundo feito com 4 camadas de saco de batata. Detalhe: menção do verdadeiro artista.

 

Sobre a obra:
(Fonte: http://www.allposters.com/-sp/Don-Quixote-Posters_i96741_.htm).

Sketched in only a few minutes in 1955, “Don Quixote” is evidence of the colossal talent of Pablo Picasso (1881-1973). Picasso is one of the most recognized figures in twentieth century art and his vast contributions include co-founding cubism, creating an extraordinary 20,000 painting, prints, drawings, and sculptures during his lifetime. Both the landmark status of “Don Quixote” within the world of literary history as well as Picasso’s iconic illustration of Don Quixote are unrivaled in their legacy of influence.

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Dom Quixote de la Mancha

“Rompi, cortei, almoguei,fiz e refiz
Mais que no nobre cavaleiro andante
Fui destro valente e arrogante
Mil agravos vinguei, cem mil desfiz

Façanha dei a fama que eternize
Cometido e regalado amante
Foi anão pra mim todo gigante
E ao duelo qualquer ponto satisfiz

Tive á meus pés prostada a fortuna
E trouxe do corpete minha dordura
À calva ocasião ao estricote

Mas ainda sobre os cornos na lua
Sempre se viu no cume minha aventura
Tuas proezas invejo, ó grão Quixote!”

 

(Soneto do livro Dom Quixote de La Mancha escrito por Dom Belianis de Grécia para Dom Quixote)

 

 





Quadro II

25 12 2008
Quadro 40x50 cm. Pintado com tinta óleo branca, plástica azul marinho metálica e dourada (aliança).

Quadro 40x50 cm. Pintado com tinta óleo branca, plástica azul marinho metálica e dourada (aliança).

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“O amor não tem idade; está sempre a nascer”

(Pascal , Blaise)





Quadro 50 x 40

16 06 2008

Quadro 50×40 cm. Fundo branco em tinta látex. Tinta plástica azul marinho metálico para a gravura.

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